Em Almas, grupos de Osmar e Eldon se agridem no fim de semana: é a pré-campanha que vem quente no interior

No Sudeste do Estado onde estive no feriadão de Páscoa, a pré-campanha começa a esquentar, com adesivos nas ruas - coisa que a legislação ainda não permite - e as provocações de sempre entre grupos rivais na cidade. Às vezes, todos aliados do governo. Em Almas no sábado, 7, um desentendimento entre os grupos do ex-prefeito Osmar, pai do prefeito Leonardo Cintra, e do Controlador Geral do Estado, Eldon Manoel Barbosa agitou a cidade e promete deixar sequelas.

Roberta Tum 

Sherlyton Ribeiro
 Eldon Barbosa: "não sou pré-candidato. Estão tentando me desmoralizar"

Eldon Barbosa: "não sou pré-candidato. Estão tentando me desmoralizar"
O secretário da Controladoria Geral do Estado, Eldon Barbosa garante que não é pré-candidato a prefeito de Almas – cidade de 7.500 habitantes e 5 mil eleitores, no Sudeste tocantinense - mas o comentário que já está nas ruas da pequena cidade vem provocando animosidade com o grupo do ex-prefeito Osmar Cintra, pai do prefeito Leonardo.

No sábado, 7, numa festa, os dois grupos foram às vias de fato. E Eldon, no meio da confusão, que garante não ter provocado, mas tentado apartar, terminou algemado por um cabo da PM, que teria sido chamada por Osmar, o ex-prefeito.

A confusão, das grandes, rende até esta segunda-feira, 9 quando o secretário deve ir à Natividade fazer exame de corpo delito. Conversando com Eldon por telefone, depois de ter recebido a informação da briga por outras fontes, ouvi dele que a confusão começou entre dois desafetos, o vereador Di Assis(PR), histórico apoiador do grupo Siqueira na cidade, e amigo seu e o ex-vereador Marcão.

Di Assis estava na mesma mesa que Eldon e num dado momento da festa teria se levantado e começado a discutir com o ex-vereador Marcão da Caçamba – que era aliado do ex-governador Carlos Gaguim nas últimas eleições, mas já se filiou ao PSDB para concorrer novamente à vaga na Câmara Municipal.
Segundo Eldon ele chegou na roda para tentar apaziguar, quando teria sido derrubado por Marcão, com um empurrão no peito. O grupo de Leonardo Cintra já afirma o contrário: que vinha sofrendo provocações da turma de Eldon.

A briga, que começou na festa, teve seu segundo ato na porta da casa do ex-prefeito Osmar, para onde Marcão correu, e foi perseguido por Di Assis, um sobrinho e o filho de Eldon. O próprio secretário foi ao local. “Eu estava abalado emocionalmente com a agressão. Meu erro foi ter ido lá”, lamenta Eldon nesta segunda-feira.

O que se seguiu foi filmado por curiosos e deve ir parar no Youtube no decorrer do dia. No bate-boca, e em meio à confusão toda, a PM foi acionada, e o controlador geral terminou algemado. “Foi um abuso de força comigo”, se queixa Eldon. Já seus desafetos afirmam que não. Dizem que ele estava visivelmente alcoolizado e teria desacatado o policial, tendo sido algemado e solto depois. Na PM em Almas, ninguém quer falar sobre o caso. No QCG, a assessoria de imprensa levanta as informações e prometeu repassar mais tarde.

Alegando estar com dores pelo corpo e na cabeça, e com o rosto marcado por hematomas, Eldon se mostrou inconformado na conversa telefônica que tive com ele mais cedo, quando garantiu que vai à Natividade fazer o exame de corpo delito. “É uma injustiça o que fizeram comigo. Pensam que eu vou ser candidato, e estão querendo me desmoralizar”, se defende.

Seja lá como for, mesmo que o combustível inicial da briga não tenha sido a motivação política, cenas como estas podem se multiplicar nos próximos meses no Tocantins.

Esta é especialmente grave, por que envolve um membro do primeiro escalão do governo Siqueira, e dois grupos aliados do governador.

Durma-se com um barulho destes. Muita gente em Almas com certeza não dormiu neste fim de semana.

Fonte: Roberta Tum

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