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Como o desmatamento altera chuvas e períodos de seca: o que a ciência já comprovou

 1) O “motor d’água” das florestas

Florestas tropicais funcionam como um motor hídrico: raízes profundas captam água, a vegetação transpira e injeta vapor na atmosfera, alimentando nuvens e chuva — inclusive a centenas de quilômetros de distância, via “rios voadores”. Quando a mata é trocada por pasto ou cultivo, evapotranspiração cai, o ar fica mais seco e a convecção diminui. O resultado é menos chuva local e regional, além de maior aquecimento da superfície, que intensifica a secagem do solo e alonga a estação seca. Avaliações do IPCC (AR6) sintetizam esse mecanismo com alta confiança: desmatamento em grande escala reduz precipitação média, evapotranspiração e retarda o início da estação chuvosa, ampliando a chance de veranicos. ipcc.ch+1

2) Evidências observacionais: menos floresta, menos chuva

Estudos baseados em trajetórias do ar mostram que massas de ar que passam sobre floresta chegam mais úmidas e geram mais chuva do que as que cruzam áreas desmatadas. Em análise-padrão na Amazônia, Spracklen e colegas estimaram que, mantido o desmatamento “business as usual”, poderíamos ver queda de 12% na chuva da estação úmida e 21% na seca até 2050, por piora na reciclagem de umidade. Resultados mais recentes, com múltiplos conjuntos de observações, reforçam que o desmatamento causa reduções substanciais de precipitação em várias escalas. Em síntese: onde a floresta some, a atmosfera perde “combustível” para chover. homepages.see.leeds.ac.ukPubMedNature

3) A estação seca está alongando — sobretudo no sul da Amazônia

Registros desde o fim dos anos 1970 apontam alongamento da estação seca no sul da Amazônia — principalmente por atraso do início das chuvas. Estimativas indicam aumento de ~6,5 ± 2,5 dias por década (1979–2011). Revisões recentes confirmam a tendência e ligam o alongamento a interações entre uso do solo, aquecimento e padrões oceânicos; mais seca implica mais fogo, solos degradados e rios mais baixos. A ampliação da “janela seca” também torna a vegetação mais vulnerável a ondas de calor e incêndios, criando um ciclo de retroalimentação que enfraquece ainda mais a chuva. PNASFrontiersSciELO Brasil

4) Efeitos em cascata: feedbacks clima–vegetação

Há um consenso crescente de que menos chuva ↔ mais perda de floresta formam um feedback perigoso. Modelagens mostram que reduzir a chuva na estação seca aumenta o risco de mortalidade florestal; por sua vez, a perda de cobertura florestal intensifica a seca regional. Esse mecanismo de autoamplificação pode disparar perdas adicionais de floresta em partes da bacia sob cenários de diminuição de precipitação, mesmo fora das áreas diretamente desmatadas. Em termos práticos: desmate local pode secar regiões a jusante, impactando agropecuária e reservatórios em largas áreas do Brasil central e sudeste. NatureAGU Publications

5) O “ponto de não retorno” (tipping point) e por que ele importa para as chuvas

Pesquisas de Lovejoy & Nobre e estudos subsequentes alertam para um ponto de inflexão da Amazônia entre ~20–25% de desmatamento (em sinergia com aquecimento e fogo). Ultrapassá-lo pode levar à savanização em grandes trechos, com grandes reduções de chuva regional e prolongamento da seca, afetando a segurança hídrica e alimentar no continente. Sínteses recentes indicam que, além do limite de ~20% em alguns cenários, a mortalidade acelera e a precipitação cai, ampliando o risco de transição ecológica em 50–60% da bacia dependendo das emissões. É uma fronteira climática com efeitos diretos no regime de chuvas do Brasil. ScienceNature

6) Sinais recentes: secas históricas e mudança de papel climático

Medições atmosféricas mostram que partes da Amazônia já emitem mais carbono do que absorvem, em grande parte por desmatamento, degradação e secas recorrentes — um indício de estresse climático-ecológico. Secas severas (2005, 2010, 2015–16, 2023–24) vieram com atrasos da estação chuvosa e níveis recordes de rios, ampliando queimadas e perdas agrícolas. Embora fenômenos como El Niño atuem, o desmatamento aumenta a vulnerabilidade da chuva regional a esses choques. Para o regime hídrico, isso significa temporadas secas mais longas e chuvas mais irregulares. PubMedFrontiers

7) O que isso significa para Brasil e vizinhos

No curto prazo, cada ponto percentual de floresta conservada sustenta a reciclagem de umidade que alimenta chuvas agrícolas no Centro-Oeste, Sudeste e sul da Amazônia. No médio prazo, manter a cobertura florestal é condição para evitar atrasos adicionais do início das chuvas, veranicos mais frequentes e seca hidrológica. A boa notícia: as mesmas avaliações do IPCC indicam que reduzir o desmatamento e restaurar vegetação recupera evapotranspiração e pode ajudar a estabilizar o ciclo regional de chuvas — especialmente quando combinado com cortes de emissões e controle de queimadas. ipcc.ch+1

8) Conclusão

A literatura científica converge em três mensagens-chave: (i) o desmatamento reduz a evapotranspiração e diminui a chuva local e a jusante; (ii) a estação seca está alongando em partes da Amazônia, elevando risco de fogo e colapso ecológico; (iii) existem feedbacks que podem empurrar o sistema rumo a um ponto de inflexão com forte queda de precipitação. Evitar esse cenário requer zerar o desmate, restaurar áreas críticas e integrar políticas de clima, agricultura e incêndios. Preservar a floresta não é só conservar biodiversidade: é proteger o regime de chuvas que sustenta energia, comida e água para milhões. homepages.see.leeds.ac.ukPNASNatureScience

Referências-chave (seleção): IPCC AR6 (cap. 8 e CCP7); Spracklen et al., Nature (2012); Zemp et al., Nat. Communications (2017); Lovejoy & Nobre, Sci. Advances (2018); Gatti et al., Nature (2021); revisões recentes sobre redução de precipitação ligada ao desmatamento. ipcc.ch+1homepages.see.leeds.ac.ukAGU PublicationsSciencePubMedNature

Entenda o aquecimento global e como podemos combater


 

Uma palavra sobre o meio ambiente: preservação do meio ambiente no Brasil

A preservação do meio ambiente no Brasil é uma questão de extrema importância para o país. Nos últimos anos, o governo brasileiro tem adotado medidas em sentido contrario do que teria que fazer, as medidas que deveriam ser tomadas seriam para promover a preservação da biodiversidade, controle da poluição, conservação de recursos naturais e redução do desmatamento, mas o que se viu nesses 04 anos de mandatos foram leis que flexibilizaram a preservação ambiental e a destruição de parques de proteção criados por gestões anteiores.

Atualmente, existem leis que tratam da proteção ambiental, como a Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA), a Lei de Crimes Ambientais e a Lei de Responsabilidade Ambiental. Estas leis regulam ações governamentais, estabelecem limites à exploração dos recursos naturais, preveem penalidades para infratores e incentivam ações de conservação ambiental, mas o que se viu ao logo do mandato que se encerra agora no Brasil foram ações para acabarem com essas leis e prejudicar inclusive indios que vivem isolados e protegidos por essas leis, isso tudo em nome da riqueza.

Além disso, o governo tem investido pouco em educação ambiental e em projetos para proteger e preservar áreas naturais, pelo contrario liberou explorações inclusive de garimpos nessas areas o que deixou assim alguns lugares com enormes erosões e rios e lagos contaminados. Uma das iniciativas de destaque foi acabar com o Fundo Amazônia, onde o Brasil recebia dinheiro para desenvolver projetos de preservação e desenvolvimento das areas de florestas priorizando o extrativismo responsavel.

Por fim é importante ressaltar que a preservação do meio ambiente depende, em grande parte, da responsabilidade das pessoas para com o planeta. Assim, é fundamental que cada um assuma a responsabilidade de cuidar do meio ambiente, adotando atitudes simples, como não jogar lixo nas ruas, separar o lixo reciclável, usar energia solar, economizar água, plantar árvores e reutilizar materiais.

Queimadas prejudicam ainda mais a qualidade do ar e aumentam o calor em Almas-TO





Hoje de manhã aqui em Almas colocaram fogo em um lote baldio, o ar que já estava ruim, juntamente com o calor piorou ainda mais, a queimada demorou em média 1:30 (uma hora e trinta minutos, o fogo se alastrou rápido, sendo que no pico da queimada o fogo atingiu 2 metros de altura, o lote fica quase em frente do hotel Cardoso, ficando alguns metros acima, além da queimada prejudicar com o aumento do calor, ainda espalhou fuligem pelo ar, já houve alerta em vários veículos de comunicação, mas o povo insiste em usar esse tipo de prática para limpeza do lote, o que trás prejuízo a todos.

O preço do progresso: desmatamento e o aumento da temperatura

Estamos vivendo em um mundo que cada vez mais está com temperaturas elevadas, a cidade de Almas não é diferente, o progresso está chegando, grandes fazendeiros se instalando em nossas regiões, por um lado isso é bom para as regiões se desenvolverem, mas por outro lado temos que pagar um auto preço, a nossa cidade era cercada por áreas verdes pés de cajuzinho do cerrado e de pequi eram abundantes, rios e córregos não secavam éramos ricos em agua, com a chegada de fazendeiros que compraram grandes áreas o desmatamento foi feito, as consequências disso começaram a aparecer durante a década passada, quando no ano de 1998 houve uma grande chuva de ventos a mais de 80 km por hora, que derrubaram casas destelharam outras e ainda arrancou arvores pela raiz.


A partir desse ano as temperaturas começaram a subir, e o período chuvoso começou a alterar, a seca ficando mais longa e os períodos de chuva mais curtos, os córregos estão secando, mesmo os que não secavam, os cajus e os pequis sumiram, esses viraram artigos de luxos, acabou em nossa cidade a reunião familiar para a caça aos cajuzinhos que a tanto tempo era passatempo, quando as mesmas faziam seus doces caseiros, hoje ninguém mais está fazendo essas praticas, as nossas matas foram substituídas por plantações de soja, as temperaturas em Almas sempre beira os 40 graus com sensação térmica de 45, para a diminuição da temperatura e ter um ar mais fresco o recomendado é o reflorestamento do cerrado com plantas nativas para que os córregos voltem a ficar cheios e o ar mais limpo de poluentes.mas não prejudicando a cultura da soja já instalada. 

Fogo sem controle, perigo constante.




Ontem aqui na cidade de Almas uma cena estava chamando a atenção de algumas pessoas ao me dirigir ao local descobri o motivo, havia fogo na beira da TO 040 um calor insuportável, alem do calor, o mesmo expelia cinzas a longas distancias, isso provoca sérios problemas de saúde, alem de prejudicar na higiene do lar, pois as cinzas vão parar nas residencias, o fogo consumiu rapidamente a vegetação, o risco maior é para os motoristas que trafegam por esta rodovia, que alem de ter que aguentar o calor a visão é prejudicada por causa da fumaça, podendo assim provocar acidentes graves, o Tocantins é o segundo estado em numero de queimadas, e Almas também tem sérios problemas com essa pratica.