Como funciona a partilha de imóvel financiado quando o casamento ou a união estável chega ao fim


Partilha de um imóvel financiado envolve direito patrimonial, dívida bancária, regime de bens e análise jurídica cuidadosa

Quando um relacionamento chega ao fim, uma das maiores fontes de conflito costuma ser o imóvel onde o casal construiu sua vida, especialmente quando ele ainda está financiado. A dúvida é recorrente: afinal, quem fica com a casa? A resposta exige cautela, pois envolve não apenas sentimentos, mas também regras jurídicas específicas, contratos bancários e o regime de bens adotado no casamento ou na união estável.

Do ponto de vista jurídico, é importante compreender que o fato de o imóvel não estar quitado não impede sua inclusão na partilha. Ainda que a propriedade definitiva somente seja transferida ao final do financiamento, existe um direito patrimonial sobre aquele bem, representado principalmente pelas parcelas já pagas e pela expectativa de aquisição plena do imóvel. Ao mesmo tempo, existe uma dívida ativa perante a instituição financeira, que não pode ser ignorada no momento da separação.

No regime da comunhão parcial de bens, que é o mais comum no Brasil, a regra geral é que os bens adquiridos durante o casamento pertencem a ambos os cônjuges. Assim, se o imóvel foi financiado na constância da união, presume-se que ele integra o patrimônio comum. Isso significa que as parcelas pagas durante o casamento devem ser partilhadas entre o casal, independentemente de quem efetivamente realizou os pagamentos. Caso o financiamento tenha sido iniciado antes do casamento, somente as parcelas quitadas durante a união entram na partilha, permanecendo como patrimônio particular aquilo que foi pago anteriormente.

Na comunhão universal de bens, a lógica é ainda mais abrangente. Em regra, todos os bens e dívidas do casal se comunicam, inclusive os anteriores ao casamento, salvo exceções legais ou cláusulas específicas em pacto antenupcial. Nesse cenário, tanto o imóvel financiado quanto a dívida correspondente tendem a ser considerados comuns, o que exige uma divisão equilibrada e bem estruturada para evitar prejuízos a qualquer das partes.

Já no regime da separação de bens, a análise é mais técnica. Cada cônjuge mantém seu patrimônio individual, mas isso não significa que o imóvel financiado esteja automaticamente fora de qualquer discussão. É essencial verificar quem figura como comprador no contrato, quem assumiu formalmente a obrigação perante o banco e se houve contribuição financeira do outro cônjuge ao longo do relacionamento. Em determinadas situações, pode surgir o direito à indenização ou à restituição de valores, ainda que o bem não seja partilhado como propriedade comum.

Outro ponto central é que a partilha entre o casal não altera, por si só, o contrato de financiamento. Para o banco, ambos os cônjuges continuam responsáveis pela dívida, se ambos constarem no contrato, ainda que um deles deixe o imóvel após o divórcio. Por isso, soluções como a permanência de apenas um dos ex-cônjuges no imóvel exigem providências adicionais, como a anuência da instituição financeira para a transferência da dívida ou a renegociação contratual. Sem essa formalização, o risco de inadimplência e de responsabilização futura permanece.

Na prática, existem diferentes caminhos possíveis: a venda do imóvel para quitação do financiamento e divisão do eventual saldo; a permanência de um dos cônjuges no bem, com compensação financeira ao outro; ou a manutenção temporária do imóvel em copropriedade até que seja possível uma solução definitiva. A escolha mais adequada depende da situação econômica das partes, do valor já pago, das condições do contrato e, muitas vezes, da existência de filhos.

É justamente nesse contexto que o papel do advogado se mostra essencial. Mais do que discutir “quem fica com a casa”, o profissional atua na análise detalhada do regime de bens, do contrato de financiamento, da capacidade financeira das partes e das consequências jurídicas de cada decisão. Uma orientação técnica adequada permite construir soluções seguras, evitar litígios prolongados e proteger o patrimônio de ambos, garantindo que a separação seja conduzida de forma equilibrada e juridicamente responsável.

Em resumo, no divórcio envolvendo imóvel financiado, não existe resposta padrão. Cada caso exige análise cuidadosa, diálogo e apoio jurídico qualificado. Com informação e orientação adequada, é possível transformar um ponto de conflito em uma solução justa, preservando direitos e reduzindo impactos financeiros para o futuro.

Marcos Vinicius Coelho Dias

Advogado Associado desde 2024 na Fraz Advocacia. Atuação voltada para o Direito Civil, principalmente em casos de Sucessões e Planejamento Sucessório. Experiência nas áreas de Direito Empresarial e Imobiliário. Especializando em Direito Processual Aplicado pela Escola Prática de Processo Civil (EPPC).


Fonte: Kiw Assessoria


Prefeitura abre inscrições para o Cadastro Cultural e Gastronômico 2026 em Paraíso do Tocantins


A Prefeitura de Paraíso do Tocantins, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Lazer e Cultura, abre nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, as inscrições para o Cadastro Cultural e Gastronômico 2026. A iniciativa é voltada a artistas, vendedores ambulantes e comerciantes do segmento gastronômico do município de Paraíso, que estejam interessados em participar de eventos promovidos pela gestão municipal ao longo do ano.


O cadastro tem como objetivo mapear e organizar os profissionais que atuam nas áreas cultural e gastronômica do município, criando um banco de dados atualizado que possibilite maior transparência e organização na seleção para eventos oficiais. Não há data definida para o encerramento das inscrições.

Todo o processo de inscrição será realizado de forma digital, por meio do aplicativo Colab, permitindo que os interessados façam o cadastro de maneira prática e acessível. Clique aqui para saber mais. (www.colab.com.br/sou-cidadao)

Para participar, é necessário apresentar CPF ou CNPJ, comprovante de endereço e portfólio, conforme a área de atuação. A documentação será utilizada exclusivamente para fins de cadastro e futuras seleções vinculadas às ações e eventos organizados pela Secretaria Municipal de Turismo, Lazer e Cultura.

De acordo com a pasta, o Cadastro Cultural e Gastronômico é um instrumento importante para garantir oportunidades mais amplas e democráticas aos profissionais locais, além de fortalecer a economia criativa e o comércio gastronômico durante eventos culturais, festivos e turísticos realizados no município, que não possuem editais específicos.

Para quem tiver dúvidas ou dificuldade no uso do aplicativo, a equipe da Secretaria está disponível para atendimento presencial no Palácio da Cultura Cora Coralina, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 14h às 17h30, oferecendo orientações sobre o processo de inscrição.

A gestão municipal orienta que os interessados mantenham seus dados sempre atualizados no sistema, garantindo maior facilidade de contato e participação nas ações promovidas ao longo de 2026. 

Como baixar o Colab

No Android: Acesse a Play Store, busque por “Colab” e toque em “Instalar”.
No iPhone: Vá à App Store, procure por “Colab” e clique em “Obter”.
Na web: Acesse www.colab.com.br/sou-cidadao 

Assessoria de Comunicação
Prefeitura Municipal de Paraiso do Tocantins

Jornada Pedagógica da Escola de Artes Cora Coralina encerra semana de formação em Paraíso do Tocantins

Foto: Leandro Andrade/Ascom



Foto: Leandro Andrade/Ascom


Foto: Leandro Andrade/Ascom


Foto: Leandro Andrade/Ascom


Foto: Leandro Andrade/Ascom



A Secretaria Municipal de Turismo, Lazer e Cultura de Paraíso do Tocantins encerrou nesta sexta-feira (6) a Jornada Pedagógica 2026 da Escola de Artes Cora Coralina. Realizada ao longo da semana, entre os dias 2 e 6 de fevereiro, no Palácio da Cultura Cora Coralina, a programação marcou o início do ano letivo para os instrutores da instituição, com foco no planejamento das atividades, alinhamento técnico e reflexão sobre a prática pedagógica no ensino artístico.


Promovida anualmente pela pasta antes do início das aulas, a Jornada Pedagógica é voltada aos instrutores da Escola de Artes e reúne servidores e parceiros convidados para momentos de conhecimento e troca de experiências. A programação de encerramento contou com a presença da secretária municipal de Turismo, Lazer e Cultura, Patrícia Nascimento, da diretora de Formação Artística, Denise Cardozo, do diretor de Equipamentos Culturais e Turísticos, Fernando Rios, e da diretora de Turismo e Lazer, Thaís Rocha.

Ao longo da semana, os instrutores participaram de palestras e oficinas formativas. A iniciativa contou com a colaboração de diferentes instituições:

• Conselho Tutelar: as conselheiras Jezilene Arruda Carneiro Lopes, Nilce Francisca Castilho (Pretinha) e Jarcilene Mendes da Silva Cardoso (Naná) conduziram debates sobre proteção infantojuvenil.

• Sebrae Tocantins: a gerente regional Renata Moura e a consultora Joelma Lima apresentaram estratégias de gestão e empreendedorismo.

• Educação: a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) promoveu uma oficina pedagógica sob orientação da professora Simone Rodrigues, intitulada “Tessitura das Artes”.

• Cultura: a produtora Fluxo Criativo encerrou a agenda com uma oficina sobre identidade tocantinense, ministrada pelo professor Diego Britto, além de orientações sobre editais culturais com Tales Monteiro e Carla Lisboa.

A secretária municipal de Turismo, Lazer e Cultura, Patrícia Nascimento, destacou que a Jornada Pedagógica é um momento importante na organização do trabalho ao longo do ano. “A Jornada Pedagógica é um espaço de diálogo, planejamento e troca de experiências com nossos instrutores e parceiros. É nesse momento que alinhamos as ações, discutimos metodologias e nos preparamos para receber os nossos alunos para mais um ano”, destacou.

A professora de balé Raquel Belchior avaliou a formação como essencial para o trabalho desenvolvido com crianças. Segundo ela, a capacitação contribui para o aprimoramento das metodologias e da organização pedagógica. “Trabalhamos com crianças a partir de quatro anos, e esse momento de formação pedagógica traz uma capacitação melhor para nós, professores”, explicou.

As matrículas para novos alunos da Escola de Artes Cora Coralina estarão abertas entre os dias 9 e 13 de fevereiro. O retorno das aulas está previsto para o dia 23 de fevereiro.

Texto: Vitória Luna/Ascom
Fotos: Leandro Andrade/Ascom




Alerta para os MEIs: valor da contribuição mensal sobe a partir deste mês

Precisa Assessoria Divulgação

DAS de janeiro deve ser pago até o dia 20 e já vem com reajuste referente ao novo salário mínimo


Microempreendedores Individuais precisam ficar atentos ao calendário. O prazo para pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI), referente a janeiro de 2026, termina em 20 de fevereiro. Esta é a primeira cobrança do ano já com os valores atualizados após o reajuste do salário mínimo, que passou a ser de R$ 1.621.


Com o novo piso nacional, o valor da contribuição mensal do MEI varia agora entre R$ 81,05 e R$ 87,05, a depender da atividade exercida. No caso do MEI caminhoneiro, que possui alíquota diferenciada, o valor sobe para uma faixa entre R$ 194,52 e R$ 200,52, conforme o tipo de carga transportada e o destino das viagens.


Segundo a especialista da Aliança Contabilidade, Andressa Garcia, o cálculo do DAS tem como base 5% do salário mínimo destinados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas não se resume a isso. “Além da contribuição previdenciária, entram na conta tributos fixos, como R$ 1 para atividades com ICMS e R$ 5 para aquelas sujeitas ao ISSQN”, explica.


Embora o reajuste mensal pareça pequeno à primeira vista, o impacto no orçamento do microempreendedor é contínuo e pode trazer consequências mais sérias em caso de atraso. “Quando o MEI deixa de pagar o DAS, não é só o CNPJ que fica irregular. Ele perde o acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade”, alerta a contadora.


O DAS pode ser pago por boleto bancário, débito automático ou Pix, opções que ajudam a manter a organização financeira em dia. Especialistas recomendam tratar a contribuição como uma despesa fixa do negócio, evitando acúmulo de débitos e multas.


Vale lembrar que o teto de faturamento anual do MEI permanece em R$ 81 mil. Esse valor não foi atualizado para 2026. Para evitar imprevistos e manter a regularidade do negócio, contar com orientação contábil especializada segue sendo um passo importante para qualquer empreendedor.


Fonte: Precisa Assessoria

MPTO lança 18ª edição da Revista Jurídica com foco em temas contemporâneos do Direito


O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional - Escola Superior do Ministério Público (Cesaf-ESMP), lançou a 18ª edição da Revista Jurídica do MPTO (2025). O periódico reúne artigos científicos e produções acadêmicas que abordam os desafios atuais da Justiça e a atuação estratégica da instituição em defesa da sociedade.

Nesta edição, o conteúdo está organizado em quatro áreas fundamentais: Direito e Processo Penal; Atuação do Ministério Público e Políticas Públicas; Direito Administrativo e Gestão Pública; e Direito Constitucional.

Excelência e aperfeiçoamento

Sob a editoria do procurador de Justiça Miguel Batista de Siqueira Filho, que também é diretor-geral do Cesaf-ESMP, a revista cumpre a missão de difundir o conhecimento produzido por integrantes do MP, pesquisadores e juristas convidados. A publicação mantém um rigoroso processo de revisão por pares, o que garante a credibilidade dos temas apresentados.

“A Revista Jurídica é mais do que uma publicação; é um instrumento de aperfeiçoamento funcional. Ao estimular a produção científica, o MPTO qualifica o debate jurídico e oferece respostas fundamentadas às demandas sociais”, destaca o diretor-geral.

Conhecimento acessível

Alinhada à política de transparência e democratização da informação, a edição está disponível para consulta e download no portal oficial do Cesaf-ESMP, pelo link:https://cesaf.mpto.mp.br/revista/index.php/revistampto/issue/view/26. A publicação é destinada a operadores do Direito, acadêmicos e a todos os cidadãos interessados em compreender as nuances jurídicas que sustentam o regime democrático.

(Texto: Shara Alves de Oliveira/ Cesaf-ESMP)


Fonte: Diretoria de Comunicação MPE-TO

Justiça atende MPTO e determina que município de Aparecida do Rio Negro realize concurso público em até 90 dias

Decisão liminar estabelece prazos para a publicação do edital e veda novas contratações temporárias, sob pena de exoneração imediata de servidores não efetivos


O Ministério Público do Tocantins (MPTO) obteve na Justiça liminar em ação civil pública (ACP), determinando que o município de Aparecida do Rio Negro realize concurso público para o preenchimento de cargos vagos. A prefeitura tem o prazo de 90 dias úteis para publicar o edital do certame, que deverá ser finalizado em até 180 dias úteis.


A decisão judicial obtida pelo MPTO impõe ainda uma consequência imediata após a conclusão da seleção: assim que o concurso for homologado, a prefeitura terá o prazo de 10 dias úteis para publicar as portarias de exoneração de todos os ocupantes de cargos temporários ou em comissão cujas funções tenham sido contempladas no certame. A medida visa garantir a substituição efetiva dos vínculos precários pelos novos servidores aprovados, preservando apenas as exceções legais e constitucionais.


Localizada na região central do estado, a cidade vive, de acordo com a Promotoria de Justiça de Novo Acordo, um cenário de "violação sistemática e continuada" da regra constitucional do concurso público, conforme apontado na ação judicial. Segundo o diagnóstico citado na decisão, o município possui atualmente 71 cargos em comissão e 246 servidores contratados temporariamente, em detrimento de servidores efetivos.


Irregularidades e inércia

A decisão destaca que o último concurso público realizado em Aparecida do Rio Negro ocorreu há 13 anos, em fevereiro de 2012. Para o promotor de Justiça João Edson de Souza, responsável pelo caso, há uma "inércia administrativa" e "má gestão de pessoal", com a intenção deliberada de manter contratações apenas no interesse dos gestores atuais.


O documento judicial reforça que o Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE/TO) já havia emitido alertas sobre a necessidade de concurso, que foram ignorados pela gestão municipal. Em alguns setores, como na Agência de Saneamento, o índice de vínculos precários chega a 69,2%. De acordo com o texto da decisão, essa manutenção de um quadro majoritariamente temporário "fragiliza a prestação do serviço público" e "fomenta o apadrinhamento político".


Proibições e sanções

Com a liminar obtida pelo MPTO, fica vedada qualquer nova contratação temporária no município, salvo exceções fundamentadas em lei para casos de excepcional interesse público ou para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, desde que por processo seletivo público. Cargos de alto escalão, como secretários municipais, também estão fora da vedação.


Caso os prazos estabelecidos pela Justiça não sejam cumpridos, a decisão prevê a exoneração de todos os servidores temporários e ocupantes de cargos em comissão, independentemente da função que exerçam, com a suspensão imediata dos pagamentos de salários via rede bancária.


Denúncia ao MPTO

O inquérito civil público que originou a ação foi instaurado pela Promotoria de Justiça de Novo Acordo após denúncias encaminhadas à Ouvidoria do MPTO. Segundo a peça inicial, assinada pelo promotor de Justiça João Edson de Souza, o município de Aparecida do Rio Negro mantinha cerca de 170 servidores sem concurso, número que superava o de funcionários efetivos. 


Durante a investigação, o Ministério Público requisitou informações à prefeitura e acionou o TCE/TO, que confirmou, após auditoria, o caráter repetitivo das contratações temporárias e a falta de renovação do quadro funcional, cuja última seleção pública havia ocorrido em 2012. Diante da ausência de uma solução administrativa, a intervenção judicial tornou-se necessária para restabelecer a legalidade na gestão de pessoal.


Fonte: Diretoria de Comunicação MPE-TO

Justiça atende MPTO e determina que município de Santa Tereza realize concurso público

A Justiça atendeu pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e expediu liminar obrigando o município de Santa Tereza do Tocantins a realizar concurso público. O edital deverá ser publicado no prazo de até 90 dias úteis, e o cronograma do concurso deverá ser finalizado em até 180 dias úteis, contados a partir da divulgação do edital.


A liminar também proíbe novas contratações de pessoal para cargos temporários, com duas exceções: as que tenham tempo determinado e atendam situação temporária de excepcional interesse público, desde que fundamentadas em lei municipal; e as contratações de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, desde que ocorram por processo seletivo público.

Exonerações após o concurso
Ainda de acordo com a liminar, 10 dias após a homologação do concurso público, a administração deverá exonerar os ocupantes de cargos temporários e de cargos em comissão que estejam contemplados no certame, salvo as exceções legais e constitucionais.

A ação judicial que pede as providências foi proposta pelo promotor de Justiça João Edson de Souza, titular da Promotoria de Justiça de Novo Acordo.

Ele levantou que o último concurso público para o quadro geral da Prefeitura de Santa Tereza do Tocantins aconteceu há 22 anos, em 2003. Isso levou o município a manter, em seu quadro, mais servidores contratados e comissionados do que efetivos, descumprindo o que determina a Constituição Federal.

As últimas informações obtidas pelo MPTO demonstram que, do total de 118 servidores da prefeitura, apenas 11 são efetivos.

Ao avaliar os argumentos do Ministério Público, o juiz da 1ª Escrivania Cível de Novo Acordo avaliou: “O cenário trazido é grave, contínuo e sem demonstração de qualquer solução voluntária a curto prazo, o que demonstra inércia e má gestão de pessoal, em deliberada intenção de não promover concurso público e assim continuar contratando pessoal apenas no interesse dos atuais gestores”. A liminar tem data de 22 de janeiro.

Fonte: Diretoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Tocantins

Instituto Sabin inaugura ludoteca no Hospital Geral de Palmas e amplia ações de humanização no atendimento infantojuvenil

Foto Diculgação: Kiw Assessoria

Foto divulgação: Kiw Assessoria

Foto divulgação: Kiw Assessoria


O Instituto Sabin inaugurou, nesta quarta-feira, 4, uma ludoteca no Hospital Geral de Palmas (HGP), ampliando as ações de humanização voltadas ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência. O espaço passa a integrar a ala pediátrica da unidade e foi concebido como apoio ao trabalho das equipes multiprofissionais, como psicólogos, assistentes sociais e profissionais de saúde. 

A iniciativa integra o Programa Ludoteca, desenvolvido pelo Instituto Sabin em parceria com organizações que atuam na rede de proteção, com foco no cuidado integral, no acolhimento e na escuta qualificada de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. Equipado com brinquedos educativos, jogos, livros e materiais pedagógicos, o ambiente contribui para um atendimento mais sensível e adequado às necessidades dos atendidos. 

Para o diretor-geral do HGP, Iatagan de Araújo Barbosa, a entrega representa um avanço na qualificação da assistência. “Gostaria de fazer um agradecimento especial ao Sabin por essa sensibilidade e por esse olhar humanizado para o nosso serviço. Atendemos um público muito específico, vítimas de violência, e esse espaço vai ajudar significativamente no acolhimento, contribuindo para a qualidade da assistência prestada”, destaca. 

A coordenadora do Serviço de Atenção à Violência (SAVI) do HGP, Camila Coelho, ressalta o impacto do novo espaço na experiência das crianças atendidas. “Desde a recepção, um ambiente mais familiar e acolhedor contribui para reduzir os níveis de ansiedade de quem chega fragilizado. Nosso propósito é ressignificar o trauma, e a ludoteca vai nos ajudar a fazer isso com mais clareza, preparo e segurança, oferecendo um ambiente mais protegido para as crianças”, afirma. 

Segundo o gerente-executivo do Instituto Sabin, Gabriel Cardoso, o Programa Ludoteca integra a estratégia de impacto social da instituição ao fortalecer práticas de cuidado humanizado. “Ao estruturar esses espaços e apoiar as equipes que atuam diretamente no atendimento, buscamos contribuir para abordagens mais sensíveis e eficazes, que respeitam a infância e promovem a saúde social e emocional”, pontua. 

A gestora do Sabin no Tocantins, Nayara Borba, destaca que a iniciativa está alinhada ao compromisso institucional do grupo com uma atuação que vai além dos serviços de saúde. “Para o Sabin, promover cuidado também envolve criar ambientes que acolham, protejam e respeitem as pessoas. A ludoteca reflete esse compromisso ao apoiar o atendimento humanizado e contribuir para uma experiência mais acolhedora para crianças, famílias e profissionais”, afirma. 

Criado em 2008, o Programa Ludoteca do Instituto Sabin já implantou 122 espaços em 12 estados brasileiros e no Distrito Federal, em locais estratégicos como hospitais, delegacias e fóruns. Além da implantação das ludotecas em parceria com o poder público, o programa atua no fortalecimento da rede de atenção à violência, por meio da capacitação de profissionais e da revitalização de ambientes, consolidando-se como uma estratégia de proteção e cuidado a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. 

Sobre o Instituto Sabin  

Criado em 2005, o Instituto Sabin é uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) com 20 anos de atuação. Com governança independente, é responsável pelo investimento social privado do Grupo Sabin, com a missão de promover o bem-estar, a prosperidade e a melhoria da qualidade de vida nas comunidades onde o grupo está inserido.  

Em 2024, o Instituto destinou R$ 4,5 milhões a 67 programas e projetos, beneficiando cerca de 1 milhão de pessoas e 261 organizações em todo o país. Apenas em programas de saúde, foram distribuídos 21,6 mil exames gratuitos.

Fonte: Kiw Assessoria


Recomendação do MPTO busca garantir acesso universal à educação infantil em Palmas

Recomendação visa assegurar o acesso universal, igualitário e inclusivo à educação infantil na rede municipal de ensino. Foto Divulgação: MPE-TO

MPTO orienta retirada de exigência de idade mínima nas matrículas e reforça acesso à creche desde o nascimento


O Ministério Público do Tocantins (MPTO) recomendou que a Secretaria Municipal de Educação de Palmas (Semed), no prazo de 10 (dez) dias, revise a portaria do sistema de gestão de matrículas e remova qualquer critério etário mínimo que impeça o cadastramento ou a enturmação de crianças menores de seis meses. 


A medida decorre do procedimento extrajudicial instaurado para apurar a transparência na divulgação da classificação de candidatos no Sistema Integrado de Matrícula de Palmas (SIMPALMAS), especialmente no que se refere à oferta de vagas em creches e à observância dos direitos das crianças de zero a três anos.


Na recomendação, a promotora de Justiça Jacqueline Orofino, da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, destaca que a educação é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e que deve ser assegurada, com prioridade absoluta, às crianças e aos adolescentes. A promotora ressalta, ainda, que a creche integra a etapa da educação infantil e deve atender crianças desde o nascimento, sem a imposição de critérios etários mínimos não previstos em lei.


“A portaria da Semed, que regulamenta o SIMPALMAS e estabelece como requisito para matrícula a idade mínima de seis meses, não encontra amparo no sistema jurídico vigente. A restrição compromete o direito à educação infantil, agrava desigualdades sociais e impacta, especialmente, famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica”, ponderou a promotora de Justiça Jacqueline Orofino.


Outro ponto destacado na recomendação é o papel da educação infantil como política pública essencial de proteção social, que permite que pais e responsáveis, em especial mulheres chefes de família, possam exercer atividades laborais e garantir o sustento de seus filhos.


A recomendação se fundamenta na Constituição Federal, na legislação infraconstitucional e no entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a educação básica e a educação infantil como direito fundamental universal de eficácia plena e aplicabilidade imediata, impondo ao poder público o dever de ofertar vagas de forma efetiva, independentemente de limitações administrativas ou orçamentárias.


Texto: Lidiane Moreira/Dicom MPTO


Novo assentamento da reforma agrária em Marianópolis consolida cinturão agroecológico na APA Cantão

Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática celebra conquista popular de acesso à terra para a produção de alimentos


O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira, 3 de fevereiro, a Portaria nº 1.626, que marca uma vitória histórica para a reforma agrária e para o acesso à terra no Brasil: a criação formal do Projeto de Assentamento (PA) Beatriz Bandeira. Localizado no município de Marianópolis, o território de 971,5820 hectares foi obtido por arrecadação e destinado ao sustento de 88 famílias camponesas. 


A conquista, fruto da força coletiva e da organização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, também é comemorada pela Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática, rede de organizações que entendem a garantia à terra e aos territórios como eixo fundamental para a proteção do Cerrado e para a prosperidade socioambiental. 


As famílias, acampadas desde 2023, inicialmente às margens da rodovia TO-080, passaram a privações severas, como a falta de água potável e serviços públicos, abandono governamental e a violência territorial, que teve pico em 2025, levando até bebês a serem detidos na delegacia de Paraíso do Tocantins. 


Diante da repressão, denunciada ao Ministério Público e ao Governo Federal, o grupo resistiu graças à solidariedade camponesa e ao apoio de entidades como o Centro de Direitos Humanos de Cristalândia e a Igreja Católica, que publicaram notas de solidariedade e se mobilizaram em favor dos acampados. A resistência também contou com o apoio vital de famílias assentadas do PA Onalício Barros, em Caseara, reafirmando que a luta pela terra é um compromisso coletivo indissociável da proteção ambiental.


Ana Lúcia, militante do MST que acompanhou toda a resistência, comemora a conquista. "Hoje é um dia de muita alegria e celebração pela terra que é de direito do nosso povo. Após mais de dois anos de perseguições, ameaças e descaso, vemos a felicidade no olhar de cada jovem, criança e idoso. Essa vitória prova que vale a pena resistir coletivamente. Nossa luta é legítima, inegociável e não recuamos diante das violações. Seguimos com o compromisso fiel de cuidar da natureza, democratizar o acesso à terra e produzir o alimento que dá vida, garantindo comida de verdade para quem está na cidade", conta. 


Com a oficialização do projeto, o INCRA está autorizado a iniciar imediatamente a seleção das famílias beneficiárias pelo Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). 


Cinturão agroecológico


Situado estrategicamente entre municípios como Divinópolis do Tocantins e Caseara, próximo a outros assentamentos, o Assentamento Beatriz Bandeira nasce como mais uma barreira contra modelos de produção predatórios e baseados na destruição da vegetação nativa na Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão (APA Cantão). A conquista em Marianópolis reforça que o sustento das famílias - com biodiversidade e agroecologia - e a preservação do Cerrado caminham juntos, consolidando a reforma agrária como pilar da justiça socioambiental.


Coalizão Vozes do Tocantins 


Rede de articulação que atua desde 2022 por Justiça Climática no Estado do Tocantins. É composta por uma diversidade de organizações da sociedade civil como povos indígenas e quilombolas, movimentos sociais, pescadores, camponeses, extrativistas, pesquisadores, organizações de assessoria, entre outros.



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Assessoria de Comunicação




Prefeitura convida população para o Ciclo Turismo e Treinão Ecológico da Aleluia em Paraíso do Tocantins

 Prefeitura convida população para o Ciclo Turismo e Treinão Ecológico da Aleluia em Paraíso do Tocantins



A Prefeitura de Paraíso do Tocantins, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Lazer e Cultura, convida a população para participar do Ciclo Turismo e do Treinão Ecológico da Aleluia, que acontecem no domingo, dia 1º de março de 2026. Os eventos unem prática esportiva, lazer, integração comunitária e valorização das belezas naturais do município, com atividades voltadas para ciclistas, corredores e caminhantes.

A edição 2026 foi planejada para atender públicos de diferentes perfis, incentivando hábitos saudáveis e a ocupação dos espaços naturais de forma consciente. A proposta é proporcionar uma experiência que alie esporte e contato com a natureza, fortalecendo o vínculo da população com áreas como a Serra do Estrondo, um dos principais cartões-postais de Paraíso do Tocantins.

A programação contará com duas modalidades. O Ciclo Pedal terá largada oficial às 6h, em frente à Prefeitura Municipal, com percurso que destaca paisagens da zona urbana e rural. Já o Treinão Ecológico, voltado para corrida e caminhada, terá largada às 6h30, no Portal da Serra do Estrondo, localizado na TO-080, oferecendo aos participantes um trajeto em meio à natureza.

Para garantir o bem-estar dos inscritos, a organização disponibilizará pontos de hidratação ao longo dos percursos, além de um café da manhã completo. Ao final das atividades, será realizado o tradicional sorteio de brindes, promovendo um momento de confraternização entre os participantes.

As inscrições para o Ciclo Pedal devem ser feitas diretamente com o organizador Júnior, pelo telefone (63) 98454-9523. Já os interessados no Treinão Ecológico podem se inscrever por meio do site oficial www.runpsoeventos.com.br.

A iniciativa é realizada através da parceria entre o Run PSO e a Secretaria Municipal de Turismo, Lazer e Cultura, com apoio da Prefeitura de Paraíso do Tocantins. A ação integra o calendário de eventos esportivos do município e contribui para fortalecer o turismo de aventura e esportivo na cidade.



Assessoria de Comunicação

Ministro Camilo Santana cumpre agenda em Palmas e Araguaína (TO)

Na programação, estão previstas visitas ao Instituto Federal do Tocantins, à Universidade Federal do Tocantins, onde o ministro da Educação dará posse à nova reitora, e à Universidade Federal do Norte do Tocantins 

 
O ministro da Educação, Camilo Santana, cumprirá agenda oficial no estado do Tocantins na quarta e quinta-feira, 4 e 5 de fevereiro. A programação será iniciada em Palmas, com visita às 15h30 (horário de Brasília) ao campus e à exposição de projetos de inovação do Instituto Federal do Tocantins (IFTO). Em seguida, participará da cerimônia de posse da nova reitora da Universidade Federal do Tocantins (UFT), às 17h.  
No dia seguinte (5), às 9h, em Araguaína, o ministro Camilo Santana estará da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) para visita ao Centro de Ciências Integradas e vistoria às obras de construção do bloco de salas de aula (3P) do Centro de Ciências Agrárias (CCA) às 10h30.  
Credenciamento: Veículos interessados na cobertura devem solicitar o credenciamento pelo e-mail: imprensa@mec.gov.br 
 
Serviço 
Palmas 
Visita ao Campus Palmas e à exposição de projetos de inovação do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) 
Data: Quarta-feira, 4 de fevereiro  
Horário: 15h30 (horário de Brasília) 
Local: Campus Palmas – IFTO  
Endereço:  AE 310 Sul, Avenida LO 05, s/n, Plano Diretor Sul – Palmas (TO) 
 
Solenidade de posse da Professora Maria Santana Ferreira dos Santos Milhomem no cargo de reitora da UFT 
Data: Quarta-feira, 4 de fevereiro  
Horário: 17h (horário de Brasília) 
Local: Sala dos Conselhos da UFT  
Endereço: Quadra 109 Norte, AV NS-15, ALCNO 14 - Plano Diretor Norte – Palmas (TO) 
Transmissão: Canal do MEC no YouTube 
 
Araguaína 
Visita ao Centro de Ciências Integradas (CCI) da UFNT  
Data: Quinta-feira, 5 de fevereiro  
Horário: 9h (horário de Brasília) 
Local: CCI da UFNT  
Endereço: Avenida Paraguai esquina com a rua Uxiramas, s/n, setor Cimba – Araguaína (TO) 
 
Visita às obras de construção do Bloco de Salas de Aula (3P) do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFNT 
Data: Quinta-feira, 5 de fevereiro  
Horário: 10h30 (horário de Brasília) 
Local: CCA da UFNT  
Endereço: BR 153, km 112, s/n, zona rural – Araguaína (TO) 
 

Atenciosamente,



Assessoria de Imprensa