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ELEIÇÕES 2026: TOCANTINS ENTRA NA FASE DE REGISTRO DAS CANDIDATURAS

Eleições 2026 por Rinaldo da Nóbrega

Após as convenções, começa uma nova etapa

Após as movimentadas convenções partidárias realizadas no Tocantins, uma nova etapa do processo eleitoral teve início: o período para registro das candidaturas aos cargos de governador, vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Os partidos políticos e as federações partidárias têm até o dia 15 de agosto de 2026 para solicitar o registro de suas candidaturas junto à Justiça Eleitoral.

Neste primeiro momento, ao consultar os sistemas oficiais da Justiça Eleitoral, já é possível acompanhar os registros apresentados pelos partidos e candidatos. Entre os nomes que já aparecem no processo está o professor Witer Naves, do PSOL, que apresentou sua chapa para a disputa pelo Governo do Tocantins.

É importante lembrar que o registro da candidatura é uma etapa formal do processo eleitoral. Os partidos ainda podem apresentar seus pedidos dentro do prazo estabelecido pela legislação, e a Justiça Eleitoral fará a análise dos registros. Portanto, o cenário apresentado neste momento ainda poderá passar por ajustes até a consolidação das candidaturas.

As convenções partidárias terminaram no dia 5 de agosto. A partir de agora, os partidos entram em uma fase de formalização das candidaturas, enquanto os candidatos e suas equipes se preparam para o início oficial da campanha eleitoral.

Campanha começa oficialmente em 16 de agosto

A partir do dia 16 de agosto começa oficialmente a propaganda eleitoral. É nesse momento que os candidatos poderão pedir votos dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral e apresentar suas propostas ao eleitorado.

Até aqui, grande parte das movimentações ocorreu nos bastidores, com reuniões, negociações, formação de chapas e definição de alianças. Com o início oficial da campanha, o eleitor passa a acompanhar mais diretamente os candidatos, suas propostas e os grupos políticos que estarão disputando cada cargo.

O período também será marcado por debates, entrevistas, propaganda eleitoral, atividades de rua e divulgação de propostas. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terá início posteriormente, conforme o calendário definido pela Justiça Eleitoral.

Eleitor terá seis escolhas na urna

Uma das principais novidades das Eleições 2026 é que o eleitor brasileiro fará seis escolhas na urna eletrônica no primeiro turno. A ordem de votação será definida pelo Tribunal Superior Eleitoral e seguirá esta sequência: deputado federal, deputado estadual, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente da República.

Primeiro, o eleitor escolherá seu candidato a deputado federal, cujo número possui quatro dígitos. Em seguida, será a vez do deputado estadual, com cinco dígitos. Depois virão as duas escolhas para o Senado: primeiro o candidato à primeira vaga e, depois, o candidato à segunda vaga. Para senador, o número possui três dígitos.

Na sequência, o eleitor votará para governador, cujo número possui dois dígitos, e, por último, para presidente da República, também com dois dígitos.

São realmente muitos números para memorizar. Por isso, o eleitor pode utilizar a chamada “colinha eleitoral”, levando anotados os números dos candidatos que escolheu para facilitar a votação e evitar erros na hora de digitar na urna.

E se o eleitor não quiser escolher nenhum candidato?

Outra dúvida que pode surgir durante a eleição é o que fazer quando o eleitor não se identifica com nenhum dos candidatos apresentados.

Nesse caso, existem duas possibilidades diferentes: o voto em branco e o voto nulo.

Para votar em branco, o eleitor deve utilizar a tecla “BRANCO” da urna eletrônica e, depois, confirmar. Já para votar nulo, é necessário digitar um número que não corresponda a nenhum candidato ou candidatura válida e, em seguida, confirmar o voto. Nas eleições majoritárias, como para governador, senador e presidente, números que não correspondam a candidatos registrados são contabilizados como votos nulos.

É importante destacar que votos em branco e votos nulos não são destinados a nenhum candidato e não são transferidos para o candidato mais votado.

Existe voto de legenda?

Para quem não deseja escolher um candidato específico nas eleições proporcionais, existe ainda o voto de legenda. Porém, é importante esclarecer que essa possibilidade não se aplica a todos os cargos.

O voto de legenda pode ser utilizado nas eleições para deputado federal e deputado estadual. Nessa situação, o eleitor digita apenas os dois primeiros dígitos correspondentes ao partido e confirma a votação, sem completar o número de um candidato específico. Segundo as regras do TSE, esses votos são contabilizados para a legenda nas eleições proporcionais.

Para senador, governador e presidente, não existe voto de legenda. Nesses cargos, o eleitor precisa escolher uma candidatura específica ou, caso não queira votar em nenhum candidato, optar pelo voto em branco ou anular o voto.

No caso do Senado, existe ainda uma atenção especial: em 2026 serão escolhidos dois senadores por estado. O eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes. Se votar no mesmo candidato nas duas oportunidades, o segundo voto será considerado nulo.

Quando serão as eleições?

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 acontecerá no dia 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno será realizado no dia 25 de outubro.

O segundo turno poderá ocorrer nas disputas para presidente da República e governador, quando nenhum candidato alcançar mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, conforme as regras eleitorais.

Em 2026, o eleitorado brasileiro participará de uma eleição de grande dimensão. Serão escolhidos 27 governadores e vice-governadores, 54 senadores, 513 deputados federais e 1.035 deputados estaduais e distritais, além de presidente e vice-presidente da República.

O que estará em disputa no Tocantins?

No Tocantins, os eleitores escolherão uma chapa para governador e vice-governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais.

Isso significa que o eleitor tocantinense terá seis escolhas na urna no primeiro turno: deputado federal, deputado estadual, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente da República.

Além da escolha do governador, a eleição para o Senado terá importância especial porque duas cadeiras estarão em disputa. Os senadores possuem mandato de oito anos e representam os estados no Congresso Nacional.

Também estarão em jogo as oito cadeiras destinadas ao Tocantins na Câmara dos Deputados e as 24 vagas da Assembleia Legislativa do Estado.

Uma eleição que exige atenção do eleitor

Com tantos cargos em disputa e seis escolhas diferentes na urna, a preparação pode ajudar o eleitor a votar com mais tranquilidade. A Justiça Eleitoral disponibiliza informações oficiais sobre as candidaturas, partidos, regras de votação e calendário eleitoral.

Uma das formas mais simples de evitar confusão no momento da votação é preparar antecipadamente a sua “cola”, anotando os números dos candidatos escolhidos na mesma ordem em que aparecerão na urna.

A sequência será: deputado federal, deputado estadual, senador primeira vaga, senador segunda vaga, governador e presidente da República.

Também é importante conferir previamente a situação das candidaturas nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, principalmente porque o prazo de registro termina somente em 15 de agosto e os pedidos ainda passam pela análise da Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins mantém uma página específica com informações sobre as Eleições 2026, incluindo registro de candidaturas, calendário, partidos e demais orientações.

O eleitor é quem decide

As Eleições 2026 entram agora em uma fase decisiva. Depois das convenções partidárias, das alianças e das definições internas, os partidos passam a formalizar suas candidaturas e, a partir de 16 de agosto, começa oficialmente a campanha eleitoral.

No Tocantins, diferentes grupos políticos disputarão o Governo do Estado, as duas vagas para o Senado, as oito cadeiras na Câmara dos Deputados e as 24 vagas da Assembleia Legislativa.

Para o eleitor, o momento será de acompanhar as propostas, conhecer os candidatos, verificar as informações divulgadas pelas campanhas e utilizar os canais oficiais da Justiça Eleitoral para confirmar os dados.

No dia 4 de outubro, serão seis escolhas na urna. E, diante de tantos números, nomes e candidatos, uma boa preparação pode fazer a diferença para que o eleitor consiga exercer seu direito de voto com tranquilidade e segurança.

As Eleições 2026 serão, portanto, mais do que uma disputa pelo Governo do Tocantins. Serão também uma oportunidade para definir a representação do Estado no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, além da escolha do próximo presidente da República.

ELEIÇÕES 2026 NO TOCANTINS: SEIS CANDIDATURAS, NOVAS ALIANÇAS E UMA DISPUTA QUE PROMETE SER DECISIVA

 
Eleções 2026 no Tocantins por Rinaldo da Nóbrega

O Tocantins entra oficialmente no clima eleitoral

O cenário das eleições de 2026 no Tocantins ganhou uma definição importante após o encerramento das convenções partidárias, em 5 de agosto. Seis nomes foram anunciados para disputar o Governo do Estado: Ataídes Oliveira, do Novo; Du Pereira, do Democracia Cristã; Laurez Moreira, do PSD; Professora Dorinha, do União Brasil; Vicentinho Júnior, do PSDB; e Witer Naves, do PSOL. Embora as convenções tenham definido as chapas, o processo ainda não está juridicamente concluído, pois os partidos têm até 15 de agosto para solicitar o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral.

A partir desse momento, a disputa deixa de ser apenas uma sucessão de articulações internas e passa a entrar em uma fase de exposição pública mais intensa. O eleitor tocantinense começa a acompanhar não apenas os nomes que estarão nas urnas, mas também quem estará ao lado de cada candidato, quais partidos formarão suas alianças, quais lideranças municipais deverão aderir aos diferentes projetos e quais propostas serão apresentadas para áreas como saúde, educação, infraestrutura, segurança, desenvolvimento econômico, agricultura, geração de empregos e preservação ambiental.

Professora Dorinha reúne uma das maiores alianças

Entre as candidaturas anunciadas, a chapa da senadora Professora Dorinha, do União Brasil, chega à disputa sustentada por uma ampla composição partidária. A convenção que oficializou seu nome também consolidou a chamada aliança União pelo Tocantins, reunindo oito partidos, além de confirmar Atos Gomes como candidato a vice-governador.

A composição representa uma tentativa de reunir diferentes segmentos da política tocantinense em torno de uma candidatura majoritária. O tamanho da aliança pode proporcionar uma estrutura política relevante durante a campanha, especialmente na busca por apoio de prefeitos, vereadores, lideranças regionais e grupos organizados.

A candidatura de Dorinha também carrega uma característica importante: ela deixa o Senado Federal para disputar diretamente o comando do Estado. Isso coloca sua trajetória política no centro do debate eleitoral e transforma sua candidatura em uma das principais referências da disputa pelo Palácio Araguaia.

Ao mesmo tempo, uma aliança ampla também exige capacidade de conciliação entre diferentes grupos. Durante uma campanha estadual, interesses regionais e partidários podem ser distintos, e a construção de uma mensagem comum será um dos desafios da candidatura.

Laurez Moreira aposta em uma frente ampla

Outro nome de grande relevância na disputa é o do vice-governador Laurez Moreira, do PSD. Sua candidatura foi oficializada pela coligação Pra Frente Tocantins, formada por PSD, PSB, PDT e pela Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV. A chapa tem Silva Neto como candidato a vice-governador e Paulo Mourão como candidato ao Senado.

A composição reúne partidos de diferentes correntes políticas e estabelece uma aliança que também aproxima o projeto estadual do campo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Laurez reforçou publicamente essa aproximação durante a convenção nacional do PT, em São Paulo, poucos dias antes da definição final das chapas no Tocantins.

A presença de Laurez na disputa possui ainda uma particularidade política. Ele ocupa atualmente o cargo de vice-governador e, portanto, participa da eleição apresentando-se ao eleitorado a partir de uma trajetória construída dentro do próprio governo estadual.

Sua candidatura deverá transformar a relação com a atual administração em um dos pontos centrais do debate eleitoral. Ao mesmo tempo em que possui experiência administrativa, Laurez terá de apresentar ao eleitor as razões pelas quais considera necessário estabelecer um novo projeto para o Estado.

Vicentinho Júnior representa outra força política

O deputado federal Vicentinho Júnior, do PSDB, também teve sua candidatura oficializada para o Governo do Tocantins. Sua pré-candidatura vinha sendo construída a partir de uma articulação com o MDB e outras lideranças políticas estaduais. Em maio, PSDB e MDB haviam oficializado uma aproximação que colocou Vicentinho como candidato ao Governo e Amélio Cayres como nome para a vice-governadoria.

A candidatura representa uma alternativa dentro do campo político que busca combinar experiência parlamentar e presença regional. Vicentinho Júnior possui trajetória na Câmara dos Deputados e construiu sua atuação política em torno da representação do Tocantins no Congresso Nacional.

A campanha deverá explorar justamente essa experiência e a capacidade de articulação em Brasília. Para uma eleição estadual, entretanto, a presença de uma candidatura nacionalmente conhecida não é suficiente. O desafio será transformar apoio político e atuação parlamentar em uma mensagem capaz de alcançar eleitores de diferentes regiões do Estado.

A disputa também deverá mostrar até onde a aliança construída em torno do candidato conseguirá avançar nos municípios, especialmente nas cidades onde as lideranças locais possuem influência decisiva sobre a formação dos grupos políticos.

Ataídes Oliveira apresenta uma candidatura do Novo

O empresário e ex-senador Ataídes Oliveira foi oficializado pelo Partido Novo como candidato ao Governo do Tocantins. A convenção da legenda ocorreu em Palmas no dia 4 de agosto e confirmou seu nome para a disputa.

Ataídes entra na eleição associado a um partido que costuma defender uma agenda de redução da máquina pública, eficiência administrativa, responsabilidade fiscal e maior participação da iniciativa privada na economia. A candidatura deverá buscar espaço próprio em uma eleição marcada pela presença de grandes alianças.

O principal desafio de uma candidatura com estrutura partidária mais enxuta será ampliar sua presença nos municípios e transformar a identificação com o partido em votos em diferentes regiões do Estado.

Sua experiência anterior na política estadual também acrescenta um componente importante à disputa. Ataídes já ocupou uma cadeira no Senado e já participou de eleições majoritárias no Tocantins. Agora, retorna ao cenário eleitoral com uma nova legenda e um novo projeto para o comando do Estado.

Du Pereira aposta em um projeto próprio

O empresário Du Pereira foi oficializado pelo Democracia Cristã como candidato ao Governo do Tocantins. A candidatura foi confirmada durante a convenção estadual do partido, realizada no período final destinado às definições das chapas.

A presença de Du Pereira amplia o número de projetos colocados diante do eleitor tocantinense. Em uma disputa com seis candidaturas, candidatos com menor estrutura partidária precisam encontrar formas de conquistar visibilidade, apresentar propostas objetivas e estabelecer comunicação direta com segmentos do eleitorado.

A candidatura também pode funcionar como uma alternativa para eleitores que não se identificam com os grupos políticos tradicionais que dominam parte da disputa estadual.

Witer Naves representa o PSOL

O PSOL confirmou Witer Naves como candidato ao Governo do Tocantins. Com isso, o partido apresenta uma candidatura própria em uma eleição marcada por grandes alianças e diferentes projetos políticos.

A candidatura do PSOL acrescenta ao debate temas tradicionalmente associados à esquerda, como políticas sociais, redução das desigualdades, fortalecimento dos serviços públicos, direitos trabalhistas e participação popular nas decisões governamentais.

Em uma eleição com seis candidatos, a candidatura terá o desafio de ampliar sua presença além dos principais centros urbanos e alcançar setores do eleitorado que tradicionalmente não estão próximos da legenda.

As alianças podem ser decisivas

Com seis candidaturas, a eleição tocantinense apresenta um cenário mais fragmentado do que uma disputa concentrada em apenas dois ou três grupos. A consequência direta é que as alianças ganham ainda mais importância.

Uma eleição para governador não é decidida somente pela força individual do candidato. A estrutura partidária, o número de prefeitos aliados, a presença de deputados estaduais e federais, a capacidade de mobilização nos municípios e o tempo de exposição durante a campanha podem influenciar diretamente a capacidade de cada grupo de chegar ao eleitor.

Por isso, os próximos dias serão importantes para observar como as alianças estaduais serão transformadas em alianças municipais. No Tocantins, onde os municípios possuem realidades políticas diferentes, o apoio de uma liderança regional pode representar uma vantagem significativa em determinada região e ter pouco impacto em outra.

O Senado também movimenta o tabuleiro eleitoral

A disputa pelo Governo não será o único foco das eleições de 2026. Os eleitores tocantinenses também escolherão dois senadores, além de deputados federais e estaduais.

O movimento em torno das candidaturas ao Senado está diretamente ligado à formação das chapas majoritárias. Na aliança liderada por Laurez Moreira, por exemplo, Paulo Mourão foi confirmado como candidato ao Senado. Já no grupo de Dorinha, Carlos Gaguim foi confirmado como nome para uma das vagas em disputa.

A combinação entre candidatos ao Governo e ao Senado poderá influenciar alianças municipais e estratégias eleitorais. Partidos que possuem candidatos fortes para diferentes cargos terão interesse em construir uma campanha integrada, enquanto grupos menores poderão concentrar seus esforços em determinados segmentos ou regiões.

O início oficial da campanha muda o cenário

O calendário eleitoral estabelece 16 de agosto como o início oficial da propaganda eleitoral. A partir dessa data, candidatas e candidatos poderão realizar comícios, carreatas, caminhadas, distribuir material de campanha e utilizar a internet dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa em 28 de agosto.

Esse período será fundamental porque o eleitor começará a receber as mensagens oficiais das candidaturas. Até aqui, o debate esteve concentrado principalmente em convenções, articulações e anúncios políticos. A partir do início da campanha, será necessário apresentar propostas concretas.

A capacidade de cada candidato de explicar seus projetos de maneira clara poderá ser decisiva. Temas como saúde pública, educação, estradas, segurança, geração de emprego, agricultura, turismo, mineração, infraestrutura e desenvolvimento regional deverão ocupar espaço importante no debate.

O que o eleitor deve observar

Com o cenário definido, o eleitor tocantinense terá diante de si seis alternativas para o Governo do Estado. Mais do que acompanhar apenas os discursos dos candidatos, será importante observar quais compromissos estão sendo apresentados, quem integra cada grupo político e quais alianças sustentam cada candidatura.

Também será necessário acompanhar o processo oficial de registro das chapas. Até 15 de agosto, os partidos deverão apresentar os pedidos de registro à Justiça Eleitoral, e somente depois desse processo será possível considerar formalmente consolidadas as candidaturas perante a Justiça Eleitoral.

A eleição de 2026 representa, portanto, uma disputa que vai muito além da escolha de um governador. Estarão em jogo também duas vagas no Senado, oito cadeiras na Câmara dos Deputados e 24 vagas na Assembleia Legislativa do Tocantins. O resultado definirá não apenas quem comandará o Executivo estadual, mas também a composição política que acompanhará o próximo governo.

Uma eleição que começa com seis projetos diferentes

O Tocantins chega à campanha de 2026 com seis candidaturas ao Governo: Ataídes Oliveira, Du Pereira, Laurez Moreira, Professora Dorinha, Vicentinho Júnior e Witer Naves. Cada nome chega às urnas com uma trajetória diferente, estruturas partidárias distintas e alianças próprias.

A partir de agora, o cenário começa a ser medido não apenas pelo tamanho das convenções ou pelo número de partidos aliados, mas pela capacidade de cada candidatura de conquistar a confiança do eleitor.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Até lá, o Tocantins deverá viver uma campanha marcada por debates, pesquisas, alianças municipais, apresentação de propostas e intensa disputa pela atenção dos eleitores.

O cenário ainda pode sofrer ajustes durante o processo de registro, mas uma certeza já está estabelecida: a eleição de 2026 será uma das disputas políticas mais importantes da história recente do Tocantins, colocando frente a frente diferentes projetos para o futuro do Estado e dando ao eleitor a responsabilidade de decidir qual deles deverá ocupar o Palácio Araguaia a partir de 2027.